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Sobre a Resistência
A resistência age sem pedir licença A resistência acompanha todo ser humano. Ela faz parte do funcionamento do inconsciente e age independente à nossa vontade. Quase nunca se apresenta como resistência. Aparece como cansaço, como falta de tempo, como uma boa razão para deixar para depois, como um assunto que de repente perde a graça, como uma piada que desvia a conversa. Quem resiste raramente sabe que está resistindo. Freud e a barreira que ninguém vê Freud a descobriu ao ob

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15 de out4 min de leitura


Narcisismo - a afirmação do eu e suas sombras
O lado saudável Sem um certo narcisismo não existe eu. É ele que nos permite dizer "eu penso assim", ocupar nosso lugar no mundo e acreditar que nossas ideias merecem ser ouvidas. Dele vêm a autoestima, a criatividade e a coragem de nos expor. Quem ensina, escreve, cria ou lidera depende desse impulso de se afirmar e de espalhar o que pensa. Quando o narcisismo está bem constituído, a pessoa aguenta uma crítica sem se desfazer e reconhece o próprio valor sem precisar rebaixar

leandrofigueiredop
9 de out2 min de leitura
Os riscos colaterais dos remédios que prometem cura.
A falsa promessa de um interruptor que encerra o dia em poucos minutos tornou-se o refúgio de uma sociedade exausta. O mercado oferece o sono rápido como uma mercadoria de conveniência, ignorando que o descanso real exige uma entrega do corpo que nenhuma pílula consegue mimetizar. O Zolpidem surge nesse cenário como um atalho perigoso. O remedio promete um repouso que restaura a vida, mas o que entrega é uma imobilidade forçada que silencia a consciência sem resolver a tensão

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20 de mar3 min de leitura


Red-Pill sob o olhar da Psicanalise Reichiana.
O Pulsar Inocente da Vida Para uma criança, o prazer é uma unidade. Quando ela sente o sol na pele, o gosto da comida ou o toque dos pais, a sensação é a mesma: uma expansão de energia, um bem-estar que percorre o corpo todo. Ela não separa o "amor" do "tesão", nem o "afeto" do "prazer físico". Para o pequeno, o corpo é um mapa de descobertas onde tudo é sagrado e natural. A criança expressa sua vitalidade de forma total. Quando um menino, nessa fase de desenvolvimento, demon

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13 de mar4 min de leitura


A Escrita do Silêncio - Primeiras impressões de um recém-nascido
Como o Corpo do Bebê Registra o Mundo? Antes que a primeira palavra seja pronunciada, uma história inteira já está sendo escrita. Não com palavras, mas por sentimentos, no tônus muscular, no ritmo da respiração e nas vias neurais de um recém-nascido. Para a Psicologia Corporal , o primeiro contato do bebê com o mundo é uma experiência puramente vibratória e sensorial. Conforme descrito por Guy Tonella em sua obra sobre as propriedades reguladoras da relação interpessoal, as i

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6 de mar3 min de leitura


Pode tirar o cavalinho da chuuva!
Quando a frustração brusca do desejo gera adultos sem pensamentos construtivos de programação e realização. 1. A Perspectiva Reichiana: A Couraça no Pensar Para Wilhelm Reich , o pensamento não é uma entidade abstrata, mas uma função da energia orgone. Em uma criança saudável, a imaginação é uma expansão; é o ensaio da potência de prazer e criatividade no mundo. O Bloqueio Ocular e Cerebral: Quando a criança é punida ou ridicularizada por seus sonhos ("tire o cavalinho da ch

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20 de fev4 min de leitura


A Dança da Combustão
Do Sufocamento Biológico à Economia da Atenção A vida, em sua expressão mais elementar, é um processo de oxidação. Somos uma chama lenta, mas incessante. Para que essa chama permaneça acesa, dependemos de um fluxo contínuo de oxigênio que a biologia impõe com uma urgência implacável. Enquanto podemos sobreviver semanas sem comida e dias sem água, a fronteira entre a vida e a morte na ausência de ar é medida em escassos minutos. O Cronômetro da Falência: A Fisiologia do Sufoc

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5 de fev2 min de leitura


O sopro do Cavalo
O que os Animais nos Ensinam sobre Descarga e Autorregulação Quem já conviveu com cavalos certamente já ouviu aquele som característico: uma expiração forte, vibrando intensamente os lábios e as narinas. Para o observador comum, pode parecer apenas um tique ou uma limpeza nasal. Mas, para quem estuda o corpo e a economia do biossistema, ali reside uma aula prática de autorregulação. A Sabedoria Equina: O "Reset" do Sistema Nervoso Os cavalos são animais de presa. Isso signi

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2 de fev2 min de leitura


O mais Profundo é a pele
A pele é o nosso maior órgão sensorial e, simultaneamente, o nosso arquivo biográfico mais exposto. Na intersecção entre a neurobiologia e a psicossomática, ela não apenas nos reveste; ela nos apresenta. O Envelope Psíquico Freud já afirmava que o Ego é, antes de tudo, um ego corporal. Didier Anzieu expandiu isso com o conceito de "Eu-Pele": a ideia de que nossa identidade depende de uma barreira física que contenha nossas pulsões e nos proteja das invasões externas. Quando

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30 de jan3 min de leitura


O nó invisível
O duplo vínculo e a fragmentação do eu Existe um tipo de violência que não deixa marcas roxas, não levanta a voz e, muitas vezes, vem disfarçada de permissão. É o que a psicologia sistêmica, inaugurada por Gregory Bateson, chamou de Double Bind (Duplo Vínculo): a situação sem saída onde uma pessoa recebe duas mensagens contraditórias vindas da mesma fonte de afeto. É a mãe que diz "você pode fazer se quiser", mas com o semblante carregado de tristeza e que, logo depois, se

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29 de jan3 min de leitura


O desprazer em aprender
As consequências da violência no aprendizado e a falta de interesse Há um instante preciso na infância em que a curiosidade natural colide com a autoridade. A criança, movida pelo instinto puro de exploração, comete um erro. Derruba um copo, risca uma parede branca ou falha numa resposta em voz alta. A reação que vem do outro lado — seja dos pais ou da escola — raramente é de acolhimento. Ela vem carregada de violência, seja no grito, no castigo ou, o que pode ser ainda ma

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28 de jan3 min de leitura


Engole o choro! Fala baixo! Não faz escândalo!
A primeira lição de "educação" que a maioria de nós recebe é sobre controle de volume. "Fala baixo." "Não grita." E, a mais devastadora de todas: "Engole esse choro agora." Aprendemos cedo que a expressão sonora intensa das nossas emoções — seja a raiva, a dor profunda ou até mesmo a alegria desmedida — é algo inadequado, "feio", ou "coisa de gente desequilibrada". O problema é que a emoção é energia em movimento (e-motion). É um impulso biológico que nasce nas vísceras e b

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26 de jan3 min de leitura


A Obediência é uma Tensão Muscular: O que a sua respiração curta diz sobre a sua liberdade
Se existe algo que Freud nos ensinou com maestria, é que nada na nossa psique acontece por acaso. Todo sintoma tem uma história, uma função e uma economia. Mas foi Wilhelm Reich quem teve a ousadia de dar o passo seguinte e nos mostrar onde essa história fica gravada. Não é (apenas) na memória. É no músculo. Muitas vezes, olhamos para Reich apenas pelo viés da "revolução sexual", mas sua contribuição mais perigosa — e mais genial — foi entender a biologia da repressão. E

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24 de jan3 min de leitura


A Arquitetura Invisível: Por que somos viciados (bioquimicamente) em sofrer?
Muitas vezes, olhamos para a nossa vida como quem olha para uma casa que precisa de reformas. Vemos a parede descascada do relacionamento que não funciona, a infiltração do vício que drena nossa energia, o teto baixo do medo que nos impede de crescer. Racionalmente, a solução parece óbvia: "Basta mudar". Mas não é. Pouco tempo depois, nos vemos reagindo exatamente da mesma maneira, tropeçando nas mesmas pedras. Por que a mudança real é tão desesperadoramente difícil? A res

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22 de jan3 min de leitura


O Espinho na Flor: Por que, às vezes, tratamos mal justamente quem mais amamos?
É uma das experiências mais desconcertantes da vida: sentir um amor profundo por alguém — seja um parceiro, um filho, um pai ou um colega de trabalho querido — e, no entanto, ver-se disparando palavras ásperas, críticas injustas ou demonstrando uma impaciência gélida justamente com essa pessoa. Depois, vem a culpa avassaladora. "Como eu pude falar assim com ela/ele?" . Prometemos que não se repetirá, mas, na próxima curva da intimidade, o padrão ressurge. Essa contradição n

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22 de jan3 min de leitura


As Lentes de Freud: A Compulsão à Repetição e o Amor Infantil
Sigmund Freud nos deu uma das chaves mais importantes para entender por que insistimos no erro: a compulsão à repetição . Freud observou que tendemos a repetir, na vida adulta, os padrões de relacionamento que vivemos na primeira infância, especialmente os traumáticos ou insatisfatórios. O inconsciente não conhece o tempo cronológico. Para ele, o passado está acontecendo agora . Se, durante a formação da sua personalidade, o amor foi algo difícil de conquistar; se você teve

leandrofigueiredop
22 de jan3 min de leitura


A Cura pela Ressonância: Por que viver o que se ama não é luxo, é saúde biológica
Na clínica, observamos frequentemente que o adoecimento não surge apenas de traumas passados, mas de uma dissonância contínua no presente. Existe um custo energético altíssimo em viver uma vida que não ressoa com a nossa estrutura interna. Reich nos ensinou que a vida é movimento e pulsação. Quando forçamos nosso organismo a se adaptar a rotinas, ambientes e relações que contradizem nossa essência, geramos uma contração crônica. O corpo se fecha para se proteger daquela rea

leandrofigueiredop
22 de jan3 min de leitura


A Avareza Afetiva: A psicologia profunda de quem visualiza, não curte e não responde
Na era da hiperconexão, um fenômeno silencioso e devastador se espalha pelas relações: a retenção de afeto . Você provavelmente já presenciou isso. Um amigo lança um projeto, abre um negócio ou compartilha uma conquista profissional. O círculo próximo (aqueles que frequentam sua casa e conhecem sua história) visualiza tudo. Estão lá, como espectadores fiéis. Mas não há uma curtida. Não há um comentário de incentivo. Não há uma resposta à mensagem direta. Por que é tão difíci

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22 de jan4 min de leitura


O Que o Fogo Não Queimou: Reich e o Beat Museum
A recente notícia de que o Beat Museum adquiriu um acervo raro de escritos e materiais de Wilhelm Reich não é apenas uma nota de rodapé para colecionadores. É um encontro cósmico. Que os guardiões da memória de Kerouac e Ginsberg sejam agora os guardiões de Reich faz todo o sentido: ambos dedicaram suas vidas a tentar explicar a uma sociedade doente que a liberdade não é uma ideia abstrata, mas uma experiência física, vibrante e necessária. Para entender a gravidade desse r

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21 de jan2 min de leitura


O Sintoma não é o Inimigo: Uma visão através de Freud, Reich e Jung
Muitas vezes, olhamos para os nossos sintomas (seja uma ansiedade persistente, uma fobia, uma insônia ou uma dificuldade relacional) como intrusos indesejados. A reação imediata é querer "arrancá-los" a qualquer custo. Mas, sob a ótica da psicologia profunda, o sintoma não é um erro do sistema. Ele é uma solução. O sintoma é uma linguagem cifrada. Ele resolve, silenciosamente, algo que não conseguimos colocar em palavras. Ele denuncia que existe uma "tampa" segurando algo qu

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21 de jan3 min de leitura
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